Brinco
À noite, por longe
É no brinco que me penduro,
Na poesia do lençol e da boca,
No corpo que na alma seguro.
É na manhã,
No resto de cansaço que dura,
Que ele aparece
Nascido do nada e sem censura.
São dois homens, duas mulheres
Ou coisa alguma.
São sem o saberem,
Cristos ou Diabos à mistura.
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