Fotografia: José Torres
Friday, November 05, 2010
Fotografia: José Torres
Tuesday, April 27, 2010

Pega o meu peso morto
Que chega somente pela manhã
E anoitece-me de beijos,
Esses traduzidos em nada.
Ai! O álcool da tua boca
Que me embebeda longe
E bem perto do teu corpo,
Esse letrado de suor.
Joga-me e roga-me
Na orelha pendurada na língua,
No teu bizarro odor,
Esse que tapa-me o coração.
(Fotografia - Ana Hierro)
Friday, February 26, 2010
Nascimento Nasceste de novo para mim,
Já de nada nos faziamos,
Já de fim me construía
Por entre chamas de pó.
E de repente,
Não mais que de repente,
Tornou-se o passado em presente
E de nada nos viviamos.
Nasceste do nada
Para nos matarmos novamente,
Para que a essência se evaporasse,
Já apagada de tinta entornada.
Foi-se ficando devagar,
Calando-se a sede,
Voando-se pelo mar
Porque és o sonho que dói
E o limite do imaginário em mim.
Sunday, February 14, 2010
Adeus AvôDisse-me o velho que vivia só na morte, que se sepultava em cada lembrança e em cada momento. A sua fatal doença era a vida e todo o tempo roubado que nunca chegou a ter. Matava-se no fumo do caminho, vendo sempre o seu fim desde cedo. A palavra mais sentida era o adeus e, por isso, a mais pesada de se dizer em todas as bocas. Mordia os lábios para o silêncio agarrar. Era um grito calado pela dor das horas passadas, pelo frio esquecimento de viver e de se existir sobrevivendo. Enterrava-se em pensamento e em corpo porque leve era a solidão. Era uma questão de talento, de fuga ao quotidiano, ao gelado calor de um aperto de mão. Disse-me o velho enquanto nascia em cada ruga, em cada sua pequena morte.
Thursday, May 14, 2009
Wednesday, December 03, 2008
Saturday, August 16, 2008
Sunday, June 01, 2008
Sunday, December 02, 2007

A palavra amor
Sunday, August 26, 2007
Thursday, June 07, 2007
Saturday, May 12, 2007
As palavras do poetaSaturday, April 14, 2007
Morreste-meSunday, April 01, 2007
Friday, February 16, 2007
Passo a passoDepois da música de fundo, ouviu-se os saltos altos. Aqueles que se sente paixão pelo passo, pelo andar subtil de assassina, pelo homicídio de cada gesto simples do andar. Aqueles que suportam o peso do corpo onde o frio se transforma rapidamente em calor. Aqueles que abafavam a tonalidade do ar, a melodia que havia em cada ouvido e em cada ruído dito por ela. Medo diziam os pés. Calcavam veneno. A bala atingiu o peito do desconhecido mas a música, essa ainda se escuta dia após dia. Meu amor, minha música.
Saturday, December 23, 2006
Tuesday, October 17, 2006
Tuesday, August 29, 2006
Saturday, August 05, 2006
Horas paradas










